Trabalhadores do setor de cargas rejeitam proposta patronal em assembleia geral
Os trabalhadores do setor de cargas de Pelotas rejeitaram, por unanimidade, a proposta apresentada pelas empresas durante a mediação das negociações de acordo coletivo. A decisão foi tomada em assembleia geral, que reuniu mais de 70 pessoas na noite de terça-feira (18), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Pelotas e Região (STTRP). Os próximos passos do movimento serão discutidos pela diretoria do sindicato.
A proposta patronal, segundo a diretoria do sindicato, ficou abaixo das expectativas e acabou rejeitada pela categoria. A negociação envolve cláusulas econômicas do acordo coletivo. Com a rejeição, ainda não há uma definição sobre os próximos passos do movimento da categoria que reúne aproximadamente 1,1 mil trabalhadores. Em caso, de paralisação, a estimativa é de que até 60% do transporte de cargas do município deve ser afetado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Claudiomiro do Amaral, as próximas ações serão definidas pela diretoria da entidade, que se reuniu após o encerramento da assembleia para avaliar o resultado e estabelecer os encaminhamentos.
“A partir da rejeição, os rumos da condução do movimento ficam atrelados ao sindicato. Vamos dar os rumos e definir o que fazer daqui para frente”, afirma ele.
O resultado da assembleia será formalizado junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e comunicado às empresas. Conforme Amaral, a entidade ainda pensa sobre a realização ou não de uma mobilização ou paralização.
Negociação

Na rodada anterior de negociações, os trabalhadores haviam reduzido a reivindicação inicial. O pedido, que inicialmente previa 5% de aumento real, passou a considerar a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 4,1%, acrescida de 2% de reajuste em janeiro, além de uma cesta básica de R$ 250.
Também estavam entre as reivindicações mudanças nos valores do vale-alimentação, com pedido de acréscimo de R$ 10 no almoço, R$ 10 na janta e R$ 5 no café.
