Negociação do setor da carga emperra por falta de valorização dos trabalhadores
Os trabalhadores das empresas de transporte de carga realizaram na noite de quarta-feira (17), no Sindicato dos Rodoviários, a terceira assembleia geral desde o início das negociações do dissídio de 2026 e rejeitaram a proposta da classe patronal, que insiste em não valorizar os funcionários. A categoria pede 10% de reajuste salarial para conseguir compensar as perdas dos últimos anos.
“Os patrões empacaram e só aceitar repor as perdas da inflação e isso é muito pouco, pois as perdas dos trabalhadores são maiores e, o setor está aquecido, faturando bem, mas a classe patronal preocupa-se em valorizar apenas seus ganhos e bens materiais, mas não valoriza os seus trabalhadores, que são a grande riqueza das empresas de transporte”, diz o presidente do Sindicato, Claudiomiro do Amaral.
Claudiomiro lembra que, atualmente, a maioria dos trabalhadores do setor recebe pouco mais de um salário-mínimo, o que é considerado muito pouco para o volume de trabalho enfrentado. “Em muitas situações, apenas um ajudante por caminhão não é suficiente e os próprios motoristas precisam fazer o serviço de ajudante. O próprio motorista subindo e descendo do caminhão, fazendo serviço de ajudante. É preciso que os empresários enxerguem isso e valorizem mais esses profissionais”, afirma.
Com a rejeição da proposta apresentada na Assembleia, o Sindicato voltará a cobrar a realização de uma nova reunião com os representantes das empresas. “Vamos continuar a buscar o reajuste que achamos justo para os trabalhadores”, diz Claudiomiro.
